Rodrigo A. B. Pereira, Psicologia Hermenêutico-Fenomenológica Agendar conversa
Psicólogo · Campo Grande, MS

Compreender você, no encontro com os sentidos que lhe são próprios.

Psicoterapia de orientação daseinsanalítica, hermenêutico-fenomenológica, para adolescentes, adultos e casais. Atendimento presencial em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e online para todo o Brasil.

  • Dez anos de prática clínica
  • Atendimentos presenciais e online
  • Psicologia contemporânea
  • Adolescentes a partir de 15 anos, adultos e casais
Rodrigo A. B. Pereira, psicólogo, de pé ao lado da estante de livros do consultório, com uma xícara de café na mão
A abordagem

Daseinsanálise, perspectiva hermenêutico-fenomenológica voltada para o cuidado

A psicoterapia não é a ortopedia de uma vida, mas a sua oportuna abertura para outros modos de compreender a si e ao mundo, sobre os quais futuros podem ser imaginados.

O ponto de partida da clínica

A Daseinsanálise é uma forma de cuidado psicológico dedicada a compreender o modo como cada pessoa vai se tornando quem é. Inspirada pelos trabalhos de Ludwig Binswanger e Medard Boss, psiquiatras suíços, e fundamentada na filosofia de Martin Heidegger, ela parte de uma ideia simples: a existência não é um dado pronto, mas um caminho em constante abertura, sempre vivido em relação, no corpo e no tempo.

Desde o início da vida, somos acolhidos, tocados, afetados e interpretados por outros. Antes mesmo das palavras, já compreendemos o mundo nos gestos, nas presenças, nas ausências, nos afetos que nos alcançam. Crescemos assumindo sentidos que já estavam aí e, ao mesmo tempo, transformando-os, revisitando-os, ampliando-os ou sofrendo com eles. Somos essa trama entre o que nos acontece, o que significamos e o que ainda buscamos compreender.

Com o tempo, descobrimos o corpo que somos, as dores que nos atravessam, os desejos que nos movem, as angústias que nos revelam nossa finitude. Descobrimos também que nem tudo se traduz facilmente: há experiências que parecem maiores do que nossas palavras, afetos que nos surpreendem, modos de ser que nos confundem. Ainda assim, seguimos tentando dar forma ao que sentimos, ao que queremos e ao que tememos.

A clínica daseinsanalítica propõe que, no encontro entre terapeuta e paciente, cada história possa ser dita em sua verdade, e que se reconheça o que você deseja para si agora. É um cuidado que se faz na relação e pela relação: sensível, comprometido e não indiferente aos sentidos que se manifestam em cada vida, em seus dilemas e em seus modos de existir, sem reduzir a experiência a diagnósticos, correções ou modelos de normalidade.

Não se trata, portanto, nem de conformação, nem de reparação, nem de ajuste de comportamento, mas da abertura de outros modos possíveis de significar, sentir e viver. Compreender quem cada um de nós é desdobra-se, inevitavelmente, em outras formas de imaginar o futuro. E isso não é um efeito da terapia: é o próprio modo como ela acontece.

Ler a descrição completa da Daseinsanálise

A Daseinsanálise é uma das perspectivas de que psicólogos, psiquiatras e pesquisadores da área dispõem para orientar seus pensamentos e práticas quando querem compreender e cuidar de pessoas em seus modos de viver. Seus primeiros contornos foram traçados por Ludwig Binswanger (1881 a 1966) e Medard Boss (1903 a 1990), psiquiatras suíços que acolheram em seus trabalhos clínicos elementos da filosofia de Martin Heidegger (1889 a 1976). O nome Daseinsanálise nasce desse encontro: de um lado, a categoria filosófica Dasein; de outro, o termo análise, que você provavelmente já conhece.

Dasein é uma palavra pouco familiar para nós, falantes de português. Não tem sonoridade conhecida nem tradução exata em nosso idioma, e talvez por isso cause estranhamento à primeira vista. Nós a tomamos emprestada do alemão, mais especificamente de uma filosofia em que ela é usada para se referir ao modo de ser próprio dos humanos, seres que não apenas existem, mas se compreendem e criam sentidos para suas vidas.

Colocar o Dasein em questão é perguntar-se por algo tão comum e cotidiano que quase passa despercebido: como vamos nos tornando quem somos? Ao ler essa pergunta, você talvez pense em muitas respostas possíveis. Todas são importantes, mas, para ilustrar a dimensão desse questionamento, peço que imagine um bebê. Nenhum de nós nasce entregue à própria sorte. Fomos amparados em um colo, nutridos e cuidados. E isso vale mesmo quando, mais tarde, qualificamos esse colo como motivo de orgulho e saudade ou como fonte de dor e sofrimento: se você chegou até aqui, é porque foi sustentado por muitos cuidadores.

Com eles, nos primeiros dias, e com todas as outras pessoas com quem conviveu ao longo da vida, esse bebê imaginado experienciará gestos, ações, coisas, pessoas, expressões, sentimentos e emoções. Mesmo sem se dar conta, e antes de ter palavras para isso, ele já compreende algo de seu mundo e se torna cada vez mais relacional. Em outras palavras, vamos sendo ao mesmo tempo pelas compreensões que alcançamos e pela atualização constante delas: desenvolvemo-nos desenvolvendo nossas maneiras de compreender. Em algum momento, aquele bebê se perceberá corpo.

E como poderia ser diferente? Inevitavelmente, sentiu fome a saciar, cansaço a aliviar, dores a confortar, desejos a realizar. Cresceu, envelheceu e deu nomes às sensações que reconhecemos no cotidiano. Nesse processo, descobriu e redescobriu sabores e cheiros, gostando deles ou não, estranhou dores e se familiarizou com algumas, viveu angústias inerentes à finitude. E não deixou de ser corpo, nem de precisar se responsabilizar por si e pelo itinerário de suas escolhas.

Tanto quanto possível, terá de tomar parte na tarefa de valorar acontecimentos, narrar suas perspectivas sobre histórias coletivas e descrever aquilo que o cerca como realidade. É nessa tensão entre o que partilha e o modo como expressa palavras, arte, poesia e emoções que muitas experiências podem parecer incompreensíveis ou difíceis de comunicar. Traduzir-se é uma tarefa exigente, e quase sempre sentimos que algo fica de fora.

Ao mesmo tempo, percebemos que existem alguns sentidos comuns. Não medimos esforços para ultrapassar, em nossas vidas, limites que julgávamos determinantes: construímos técnicas, desenvolvemos ciências, organizamos politicamente nossos territórios e sociedades, elaboramos compreensões sobre a vida e sobre o que pode haver além dela. Ainda assim, permanecemos como corpos em relação e no tempo, sempre em busca de projetos de sentido que possam sustentar nossa existência.

Quando falamos em Dasein na Daseinsanálise, falamos dessas dinâmicas pelas quais vamos sendo sempre abertos ao porvir. Falamos das delícias de um amor e de uma amizade, das companhias de trajetória com as quais nos reconhecemos e nos sentimos familiares. Falamos de sermos testemunhas e parte do nascimento e do cultivo de outras pessoas, mas também de carregarmos a certeza de que viveremos e lidaremos com a finitude própria e alheia, e da angústia que acompanha essa condição inevitável.

Por isso, na Daseinsanálise, perguntar como cada um de nós vai se tornando quem é corresponde ao início de um cuidado compreensivo dedicado à vida: às escolhas presentes e imaginadas, às experiências vividas e aos sentidos que fundamentam este ou aquele modo de expressão. Trata-se de um cuidado que depende da relação franca e autêntica entre psicólogo e paciente, sustentado pela disposição de escutar sensivelmente a atualidade do vivido e seus desdobramentos no futuro.

Por fim, em Daseinsanálise há uma recusa da indiferença e da atenção desinteressada, e um compromisso com o porvir. Menos do que corrigir um passado doloroso ou buscar performances e comportamentos socialmente esperados, trata-se de abrir caminho para que outros modos de sentir possam ser experienciados e outros modos de ser sejam imaginados e projetados. E é importante deixar claro: isso não é apenas um efeito da terapia, mas o próprio modo como o processo terapêutico acontece.

  • 01A experiência vivida vem antes da teoria. A teoria serve para compreender, nunca para enquadrar.
  • 02Cada história é irredutível. Duas pessoas com o mesmo diagnóstico não vivem a mesma coisa.
  • 03O tempo do processo é o tempo da pessoa. Não há atalho para compreender uma vida.
O método

Construir um dicionário, juntos

Sentados frente a frente, paciente e terapeuta vão, pouco a pouco, construindo um dicionário compartilhado para aquilo que é e foi vivido. Nada nesse caminho é tomado como óbvio: cada palavra, cada silêncio, cada afeto carrega sentidos que não estão prontos de antemão, mas se mostram na relação e pela relação.

Por isso, em Daseinsanálise, o cuidado acontece pela abertura compreensiva aos sentidos em que cada vida se apoia. É por meio dele que se nomeiam experiências, se acordam sentidos e se exploram possibilidades para que outros modos de viver possam ir acontecendo.

Nomear

Nomear é arriscar dizer o que antes estava apenas sentido, aproximar o indizível do dizível, encontrar uma expressão que faça justiça ao que se passa em nós.

Compreender

Compreender não é explicar nem decifrar algo escondido, e também não é corrigir um comportamento. É atualizar, pelo diálogo, o modo como cada um significa a própria experiência, a partir do que se mostra na relação entre terapeuta e paciente.

Reescrever

Outros modos de sentir e de significar não são um efeito da terapia: são o caminho pelo qual ela vai acontecendo.

A psicoterapia em Daseinsanálise oferece um espaço em que a sua história possa ser compreendida, e em que os significados que participam dos seus modos de ser possam ser reconhecidos e atualizados no que há de porvir.

Atendimentos

Adolescentes, adultos e casais

O mesmo cuidado em cada formato de atendimento, com a escuta ajustada ao momento de vida de quem chega.

A partir de 15 anos

Adolescentes

Um espaço próprio para quem está construindo uma identidade e nem sempre encontra palavras para o que atravessa. O trabalho respeita a autonomia do adolescente e mantém com a família a comunicação necessária, dentro do que o sigilo profissional permite. Alguns adolescentes são acompanhados há cerca de seis anos, com formação específica para esse público.

Individual

Adultos

Para quem procura entender a própria trajetória, e não apenas administrar um sintoma. Angústia, luto, esgotamento, questões de identidade, decisões difíceis e a sensação de estar vivendo uma vida que não reconhece como sua. Trabalhamos com o que aparece, no ritmo em que aparece.

A dois

Casais

Duas histórias diferentes que passaram a dividir a mesma casa. Muitas vezes o problema não é falta de amor, é falta de tradução: cada um usa as mesmas palavras com sentidos que o outro desconhece. A terapia de casal trabalha justamente nesse ponto de encontro entre dois vocabulários.

Presencial em Campo Grande

Consultório próprio, com o cuidado de quem entende que o ambiente também acolhe. O encontro presencial permite ler o que o corpo diz e o que a fala não alcança.

Online para todo o Brasil

Cerca de metade dos atendimentos acontece online, inclusive com brasileiros vivendo em outros países. O acolhimento é o mesmo. Exige de você um pouco mais de organização: um horário protegido e um lugar em que possa falar à vontade.

Trajetória

Formação, pesquisa e docência

A escolha de um psicólogo é uma decisão de confiança. Por isso a formação está aqui inteira, com instituições e períodos.

Em andamento
Doutorado em Psicologia Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Campo Grande, MS. Bolsa de pesquisa CAPES.
Em andamento
Formação em Daseinsanalyse pela ABD Cumprindo a análise pessoal obrigatória exigida pela formação.
Pós-graduação
Psicologia Fenomenológica e Hermenêutica Instituto Dasein, em parceria com o Centro Universitário Vale do Ribeira (UNIVR/UNISEPE).
2016 a 2019
Mestrado em Desenvolvimento Local UCDB, programa avaliado com nota 5 pela CAPES, com bolsa de pesquisa. Pesquisa sobre a constituição da subjetividade na relação com a cultura, expressões identitárias e diversidade na dinâmica territorial.
2014
Intercâmbio acadêmico no Chile Período sanduíche na Universidad Católica Cardenal Silva Henríquez (UCSH), em Santiago, com Bolsa Ibero-Americana Santander Universidades.
2009 a 2016
Graduação em Psicologia Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Formação atravessada, desde o início, pelo interesse na filosofia e nas ciências sociais.
Pesquisa
Grupos de pesquisa (CNPq) Modelos histórico-epistemológicos e produção de saúde, do Laboratório de Psicologia da Saúde, Políticas da Cognição e da Subjetividade (2010 a 2019). Estudos Críticos do Desenvolvimento, do Laboratório de Humanidades (desde 2020). Ambos certificados pela UCDB.
Docência
Ensino superior e ensino médio Professor nos cursos de Psicologia e Direito da UCDB, e cerca de três anos como professor de Filosofia no ensino médio.
Por que este trabalho

O que orienta a clínica

Uma abordagem rara nesta praça

A Daseinsanálise tem poucos profissionais formados em Campo Grande. A formação específica foi feita fora do estado, nos centros onde a psicologia fenomenológica e hermenêutica tem tradição consolidada.

Psicologia e filosofia na mesma prática

A abordagem se apoia em autores da filosofia contemporânea, como Heidegger, Merleau-Ponty e Jaspers. Ler esses autores com propriedade é o que sustenta a clínica e evita que a abordagem vire um rótulo sem conteúdo.

Dez anos de clínica, vínculos longos

Uma década atendendo adolescentes, adultos e casais, com pacientes acompanhados por vários anos. Um trabalho construído inteiramente por indicação, o que diz mais sobre a relação do que qualquer anúncio.

Alcance para além da cidade

O atendimento online já alcançou brasileiros vivendo no Japão, na Alemanha, na Espanha e nos Estados Unidos, boa parte deles a partir da rede formada durante o período acadêmico no exterior.

Profundidade que se deixa entender

Pensar com rigor não é escrever difícil. A conversa acontece em linguagem clara, sem jargão, e nenhuma ideia entra na sessão sem ser traduzida para a experiência de quem está ali.

Um primeiro contato, sem compromisso

Se você chegou até aqui, provavelmente já está pensando nisso há algum tempo. A conversa inicial serve para entender o que você procura e ver se este trabalho faz sentido para o seu momento.

Falar pelo WhatsApp
O espaço

Saber onde você está entrando

Chegar pela primeira vez a um consultório costuma dar um certo aperto. Vale saber, antes, o que esperar do lugar.

O consultório fica no bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande, foi reformado recentemente e foi pensado para ser um lugar tranquilo: pouca coisa, boa luz, silêncio, e um café servido sem pressa antes da sessão começar.

Para quem atende online, o mesmo vale para o outro lado da tela. Vale procurar um cômodo em que você possa falar sem ser ouvido e sem interrupção, porque o espaço protegido faz parte do trabalho.

Detalhe da estante do consultório, com livros de filosofia e psicologia
Rodrigo sentado no consultório, anotando em um tablet durante o atendimento
Dúvidas

Perguntas frequentes

Blog

Artigos e conteúdos

Textos sobre psicologia, existência e literatura, para quem gosta de pensar com calma sobre a própria vida.

Contato

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